26 de julho de 2013

UNITED STATE OF LUIZ GONZAGA

Imagem: arquivo Google

Sendo também um "poeta de ocasião" - afinal, o que é a poesia, senão ocasiões? -, não gostaria de deixar que se-passasse esta de homenagear o maior artista popular do Brasil: Luiz Gonzaga. Esse que é a memória-mor pra qualquer nordestino a partir dos 40 anos. Apois, quem tem essa faixa de idade, certamente ouviu o Rei do Baião ao vivo e se-deleitou com essa música que está enraizada em nossa identidade. Arre, égua! 
E eu que fui menino, ouvindo o Véi Macho, pude assistir à cultura nordestina sendo espalhada por todo o Brasil e pelo mundo por meio da música do Lua. Foi algo assim como a prática de capoeira pelo planeta faz com a divulgação da língua portuguesa. Sim, pelo som do Gonzagão o nosso falar passou a ser levado a outros paladares de fala. Aí eu pude perceber o gostim de passado e de futuro dessa língua que foi forçada a nossos nativos, no grito. 
Vixe! Desconjuro! Num quero falá disso, não. Nã! Deixa o leite derramado pra lá. Qué ir mais eu, vamo; qué ir mais eu, rumbora! Vamo ao medieval em fiafêamanoentoncemasporém... Qué latim? Vamo de incumdixehomi... É estranho sim, mas o falar nordestino ainda tem futuro nele: note o plural somente nos artigo e nos pronome (coisa pra inglês ver: modern languages!) nas nossa construção com os substantivoIsso é coisa de Brasil, mas é nosso.
O português são muitos, Carlos, e eles ainda não sabe disso. Num sabe que tem ainda muito piauiês, cearencês, pernambuquês, paraibês, sergipês, alagoês (os principal dialeto do nordestinês legítimo) pra se-falá pur essas quebrada de sertão. Hem-hém, seo minino, dona minina. É muito bunitim essa nossa língua. Porisso que isturdiínha me-rendi a essa rodia que pus na cabeça pra carregar o pote de sabedoria dos caboco nordestino na figura do Fii de Januaro.
A bença, meu padim, Luiz. Seu fi de tradição arrocha um poema em loa do que o siô deixô pra gente toda. Brigado, hômi do povo.


UNITED MUSIC OF PIAGUHY

Os meus primo cá, do Piauí,
deixou de vê novela
só pra fazê musga. 

Os meus primo
escreveu pra mim
e não fala "come here"
só fala "vamali".

Vô mandá um feicibúqui leve
pra United Music of Piaguhy!
United Music of Piaguhy!



(Texto escrito por Luiz F. de Oliveira, poeta e diretor da E. M. Iolanda Raulino, no blogue DELEITURA, http://luizfilhodeoliveira.blogspot.com)




13 de junho de 2011

NOSSA HISTÓRIA (I)


A ESCOLA MUNICIPAL IOLANDA RAULINO, situada Zona Norte desta capital, na Alameda Domingos Afonso Mafrense, nº6581, no bairro Poti Velho, foi fundada no dia 31 de agosto de 1984, durante a gestão do prefeito de Teresina Freitas Neto e do secretário municipal de educação Moaci Soares de Oliveira.

A escola recebeu esse nome em homenagem a Maria Iolanda Lobão Melo Raulino, que nasceu na cidade de União, no Piauí, no dia 11 de maio de 1935 e faleceu, em Teresina, no dia 02 de fevereiro de 1983. Iolanda Raulino, que era esposa do renomado médico e político Ludgero Raulino, com quem teve cinco filhos, teve uma vida de dedicada dona de casa e, participando de entidades sociais, cedo revelou o valor imensurável das pessoas caridosas ajudando as pessoas carentes desta capital. Pelo reconhecimento de sua visão social participativa, tal ilustre dama da sociedade piauiense recebeu essa merecida homenagem póstuma do governo municipal.


Iolanda Raulino, do pintor Clauberto, de 1984.


A princípio, para atender as comunidades do Poti Velho, Mafrense e adjacências, a escola oferecia somente vagas para o ensino fundamental, de 1º a 5º ano. Hoje, depois de quase trinta anos de existência, o oferecimento de vagas ampliou-se até o 9º ano, além de ofertas de 5º a 9º anos da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no turno da noite.


Frente da escola na Alameda Domingos Afonso Mafrense.